quinta-feira, 31 de julho de 2014

Coronel Sosígenes Andrade de Araújo


Sosígenes Andrade de Araújo, nascido no ano de 1929, foi um coronel de Exército, filho do coronel de Polícia Militar do Rio Grande do Norte, Solon Andrade de Araújo. Sosígenes foi o último oficial de Exército a comandar a Polícia Militar do Rio Grande do Norte, no período de 1981 a 1983. Ainda na ativa do Estado Maior, comandou a Guarda Municipal de Natal/RN.

No ano de 1957, durante uma festa popular que ocorria na cidade de Catolé do Rocha/PB, um desentendimento entre dois jovens rivais acabou em um tiroteio, estilo faroeste, envolvendo todos os membros das duas famílias, Maia e Suassuna, obrigando o governo da Paraíba a mandar um reforço policial, que foi insuficiente para contornar o grave incidente de consequências imprevisíveis. O comandante e os soldados enviados pelo governador desistiram de mediar o confronto, e desapareceram na estrada sem deixar rastro.

O então capitão Sosígenes, comandante da unidade do Exército sediada na cidade, resolveu intervir no tiroteio, conseguindo o cessar fogo entre as duas famílias. Sua atitude recebeu elogios na Câmara Federal, mas o jovem capitão foi punido pelo então ministro da Guerra, marechal Teixeira Lott.

Um general foi enviado a Catolé do Rocha para se inteirar do incidente e da participação do Exército. A mulher do capitão Sosígenes, Sra. Agmann, foi recebida pelo militar e externou seu desapontamento. “General, meu marido não é nenhum criminoso. Ao contrário, evitou, com seu gesto, o derramamento de sangue entre duas famílias em conflito, já que a policia não conseguiu impedir”, afirmou. Pouco tempo depois, o capitão foi removido para Caicó, onde a família se reencontrou.

A atuação do oficial no episódio foi tão oportuna que deu origem a um conjunto habitacional denominado “Capitão Sosígenes”, naquela cidade.

Fonte: Novo Jornal

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