sábado, 4 de junho de 2011

Uberaba/MG - Guarda Municipal conclui treinamento com armas ‘taser’

Efetivo é o primeiro em MG a contar com as armas não letais


Nas próximas semanas a Guarda Municipal de Uberaba ganha mais um reforço para o trabalho nas ruas. O efetivo será o primeiro em Minas Gerais a contar com armas ‘taser’ - não letais. Na sexta-feira (03) a primeira turma concluiu o treinamento.

Disparos curtos ou longos. O treinamento começou com aulas teóricas, vídeos de demonstração da nova arma que já é usada em outros países também. Atenção para cada detalhe. Os guardas municipais são orientados para usar o equipamento apenas em casos extremos, quando a pessoa abordada oferece risco à vida de alguém.

Depois chegou a hora da prática. Primeiro os disparos para começar a manusear a arma e com a ajuda de alguns bonecos, cada guarda fez um disparo. Segundo o instrutor Alberto Marques, é preciso técnica para agir. A pessoa que recebe o disparo fica imobilizada independentemente do porte. Para o guarda municipal Rogério Gomes, o que muda no trabalho daqui para frente e que vai ajudar muito é que a arma não é letal.

Entre os participantes do curso, uma curiosidade. Alguns fizeram questão de testar, recebendo um disparo. E a primeira pessoa a ter coragem foi uma mulher: a guarda municipal Aluana Patrícia de Freitas.

Essa é apenas a primeira turma, mas depois que todo o efetivo estiver treinado, o novo equipamento vai para as ruas. No Brasil, o equipamento começou a ser usado pela polícia do Senado Federal em 2006, mas segundo o instrutor, todos os estados brasileiros usam a arma, alguns com mais freqüência. Em Minas, a Guarda de Uberaba será a primeira a contar com este reforço no trabalho. Mas o mau uso do equipamento pode trazer problemas. O assunto sugere uma polêmica. “Por ser uma arma não letal, não apresenta tanto risco, porém, o mau uso pode gerar processos como o de qualquer outra arma”, ressalta o instrutor.

O ‘taser’ não transmite um choque, é tecnologia, uma onda 'T' que imobiliza a pessoa pelo sistema nervoso. Uma jornalista Viviane Santana resolveu se submeter ao teste. Alguns segundos depois ela já estava recuperada.

As ondas são transmitidas por um fio. No disparo, a munição atinge a pessoa e ela sente o efeito imobilizador. Mas nem todos os participantes do treinamento receberão a arma. “Eles estão sendo avaliados o tempo todo e os que não estiverem aptos não receberão o equipamento”, acrescenta o instrutor.

Durante o treinamento, os 103 guardas municipais de Uberaba estão sendo avaliados e só receberão as armas os que tiverem bom aproveitamento nas aulas teóricas e práticas. 

Fonte: Megaminas

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